sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Intersexualidade

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Intersexualidade
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Intersexualidade é um termo utilizado para designar pessoas nascidas com genitália e/ou características sexuais secundárias que fogem dos padrões socialmente determinados para os sexos masculino ou feminino, tendo parcial ou completamente desenvolvidos ambos os órgãos sexuais, ou um predominando sobre o outro,suas gônadas, são geralmente ovotéstis. No entanto, a ambiguidade física das pessoas intersexo pode não se ficar pelo aspecto visual dos genitais. Pode incluir outras características do dimorfismo sexual como aspecto da face, voz, membros e forma de outras partes do corpo e também presença de caracteres a mais como terceiro e quarto mamilo. Bem como comportamento.
Um em cada cem nascimentos acontece com heterogeneidade na diferenciação sexual, e num em cada 2.000 nascimentos essa heterogeneidade é tal que levanta dúvidas sobre o gênero da criança. A heterogeneidade a que nos referimos diz respeito ao facto de não existir, numa mesma pessoa/bebé, uma alinhamento de todas as características sexuais por um só género, ou seja, não são todas tradicionalmente femininas, nem são todas tradicionalmente masculinas. Que características sexuais são essas? Cariótipo: organização dos cromossomas sexuais; diferença gonádica (ex: ovários, testículos); morfologia genital (ex: lábios, clítoris, pénis; configuração dos órgãos reprodutores internos; características sexuais pubertárias. Hoje em dia sabe-se que lá por se observar uma dessas características não quer dizer que encontremos nessa pessoa todas as outras.
Na medicina, há a diferenciação entre intersexual falso e verdadeiro. A verdadeira intersexualidade (que é uma condição muito rara) é quando os dois órgãos sexuais são igualmente bem desenvolvidos, produzindo hormônios sexuais masculinos e femininos. Já na falsa intersexualidade, um dos órgãos tem maior grau de desenvolvimento sobre o outro, sendo predominante. Estas classificações, no entanto, correspondem a uma definição muito restrita e simplesmente estética da intersexualidade.
Intersexualidade, enquanto transgeneridade, é uma condição sexual e não uma orientação sexual. Portanto, as pessoas que se autodenominam intersexuais podem se identificar como homossexuais, heterossexuais, bissexuais ou assexuais. Enquanto condição de nascença pode ser mantida ou alterada. Cada vez mais pessoas e famílias optam por manter essa condição e não se submeterem aos padrões binários rígidos da sociedade. No entanto, esta afirmação da condição intersexual como mais uma condição sexual normal na nossa sociedade encontra ainda a oposição, nomeadamente de muitos médicos, que tentam convencer as famílias da necessidade de operarem os seus bebés intersexo, sem lhes fornecerem informação completa sobre as vidas intersexuais hoje. O tratamento requer a escolha do indivíduo intersexual se ele adotara o sexo masculino ou feminino. A palavra intersexual é preferível ao termo hermafrodita, já bastante estigmatizado, precisamente porque hermafrodita abarcava apenas a questão dos genitais visíveis. Os intersexuais são tidos como transgêneros.
COMENTÁRIOS:
Divã do Analista, By Dr. Marco Aurélio Barbosa.
Quanto a psicologia behaviorista (comportamentalista) a definição psicológica, bem como o comportamento objetivo em decorrência da definição de gênero psicológico de sexualidade, geralmente será desenvolvido pela afirmação do meio, e em particular, dos referenciais significantes basilares (pais). Todavia, é muito comum o sentimento de auto-rejeição e inconformidade, levando o indivíduo a ter sentimentos depressivos e de não aceitação ferente ao meio, o pode gerar a necessidade de elaboração por construção de mecanismos emocionais compensatórios e defensivos (Neuroses). Estes sentimentos em conflito, podem e devem ser tratados no seting analítico por profissional especializado no pensamento e comportamento humano de forma a desenvolver uma elaboração saudável (Transformação das idéias imediatas em elementos da personalidade.
Fig. Composição, construção, preparação: elaboração de um plano, de um sistema). Os recursos oferecidos pela Psicanálise Clínica, com base no sistema de eliminação catártica ou ab-reativas (Expurgo, eliminação, por para fora), dos processos de sofrimento emocional pela livre associação de idéias, faz-se muito eficaz em decorrência da elaboração psico-emocional alcançada.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Transtorno Dismórfico Corporal ou Síndrome da Distorção da Imagem

By Dr. Marco Aurélio Barbosa

A dismorfofobia, também denominada transtorno dismórfico corporal ou síndrome da distorção da imagem, é um transtorno psicológico caracterizado pela preocupação obsessiva com algum defeito inexistente ou mínimo na aparência física. Esta fobia de ter um aspecto anormal é observada com mais frequência nos adolescentes, de ambos os sexos, estando relacionada com as transformações ocorridas na puberdade. Pode ocorrer também em adultos ( neste caso com mais frequencia em mulheres, embora homens também sejam acometidos)

O diagnóstico pode ser um desafio, pois na sociedade atual os sintomas são semelhantes a uma vaidade excessiva. Uso exagerado de cosméticos para disfarçar imperfeições, cuidados exagerados com os cabelos, dietas inconsequentes, bulimia, anorexia, exercícios exagerados, uso de roupas que escondem o corpo são algumas das características destes pacientes.

Sua causa é bastante discutível. Pode ser gerada por uma baixa auto-estima, pode ser decorrente de uma infância deficiente de carinho e de aprovação levando a uma autocrítica destrutiva ( reflexo de crítica excessiva dos pais), de sentimentos de abandono, ou mesmo por causas orgânicas, agravados pela grande exibição de figuras humanas padronizadas pelos meios de comunicação.

Na sociedade atual, a forma mais frequente de dismorfofobia é em relação ao peso corporal. Pessoas com peso adequado para sua altura e faixa etária consideram-se acima do peso, submetendo-se a regimes de fome, uso de medicamentos, vômitos forçados e exercícios físicos em excesso.

Outras formas de dismorfofobia consistem em : valorização excessiva de cicatrizes e marcas mínimas e praticamente imperceptíveis ( a pessoa se sente deformada, sente que a lesão é vista por todos e que ela atrapalha sua vida, como consequência evitando sair de casa, ou abusando de maquiagens corretivas) , procura doentia por tratamentos estéticos ( cirurgias plásticas, tratamentos de rejuvenescimento), ideação irreal de envelhecimento(uma mulher de 40 anos, por exemplo, que se considera tão enrugada e envelhecida como uma de 90).

A característica principal da dismorfofobia é que a opinião do paciente a respeito de sua própria aparência não é compartilhada pela opinião geral do meio em que vive. No entanto, o paciente não enxerga que ele é absolutamente normal, e insiste em sua ideação de inadequação física, resistente a argumentações.

Entre estes pacientes, figuram os principais responsáveis pela procura de cirurgiões plásticos e de dermatologistas para tratamentos estéticos, que acabam não ficando satisfeitos com tratamento algum ( uma vez que o problema está em sua própria auto-aceitação, e não no tratamento), e que acabam gerando uma série de denúncias infundadas contra estes profissionais, a quem acabam por culpar por não terem atingido a estética que idealizaram para si.

O tratamento é bastante difícil, pois grande parte dos pacientes não se aceita portador deste diagnóstico. A maioria justifica-se como sendo "vaidosa" e classifica-se positivamente quanto a cuidar da aparência. No entanto, para o paciente, a dismorfofobia é fonte de grande sofrimento e angústia com sua aparência própria.

O tratamento consiste em psicoterapia, longa e trabalhosa, e muitas vezes é necessário o uso de medicamentos para apoio dos sentimentos depressivos que acompanham o quadro.

Consiste, então, em um processo de deslocamento de intensidade psíquica que é resultado da ação de uma força psíquica que atuará em dois sentidos: retirando a intensidade de elementos que possuem alto valor psíquico (TRAUMA RECALCADO DURANTE O PROCESSO DE INDIVIDUAÇÃO = ETIOGENIA PSÍQUICA) e criando, a partir de elementos com baixo valor psíquico, novos valores que vão penetrar no conteúdo inconsciente. Juntamente com o processo de condensação (FORMAÇÃO DO MECANISMO COMPENSATÓRIO DEFENSIVO PSICONEURÓTICO = SINTOMATOLOGIA COMPORTAMENTAL), o deslocamento é um dos fatores dominantes que determinam a diferenciação entre o pensamento inconsciente e o conteúdo dos inconsciente.

O tratamento consiste em psicoterapia, longa e trabalhosa, e muitas vezes é necessário o uso de medicamentos para apoio dos sentimentos depressivos que acompanham o quadro. Sua abordagem constituirá fundamentalmente na projeção da auto imagem que o paciente faz de si mesmo de forma a visualizar no seu "defeito" físico a manifestação do sentimento de culpa por não ser suficientemente competente em satisfazer os anseios de seus objetos de afeto fundamentais primários, (sempre na infância),elaborando esta incapacidade como falha e concorrentemente, defeito projetado na sua constituição física de alguma forma. A compensação corretiva manifesta nos recursos cosméticos e cirúrgicos de pequena e grande monta invasiva serão no primeiro momento satisfatórios no sentido de corrigir seu "defeito", porém, a médio e longo prazo constituirá nova frustração, pois tenta corrigir uma imperfeição que na realidade não existe, mas sim, se apresenta aos olhos do paciente como materialização ao seu sentimento de imperfeição e concorrente culpa e inferiorização frente ao meio social, afetivo e desejo.


Para maior entendimento assista ao programa da National Geographic Channel em: http://www.natgeo.com.br/taboo